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  • Priscila Raso

O estresse engorda?


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 90% da população tenha algum nível de estresse que pode ter fundo psicológico, ambiental e/ou fisiológico.

Os motivos clássicos de estresse são: trabalho, cobranças, problemas familiares, pessoais, insegurança etc. É importante lembrar que estresse não tem idade, pode acometer crianças, adolescentes, adultos e idosos.

As diversas causas do estresse tem como consequência um aumento da produção e radicais livres e do cortisol (hormônio do estresse) que irá mediar processos inflamatórios e alterar a microbiota (bactérias) intestinal, levando a um aumento das bactérias gram-negativas que são nocivas a saúde. Os sinais e sintomas mais relatados são: dores de cabeça, sensação de fadiga, distúrbios gastrointestinais (indigestão, constipação, diarreia), ansiedade, ganho de peso, dificuldades para dormir, quebra de libido, dores nas pernas, taquicardia, irregularidades na menstruação, infertilidade, queda do sistema imunológico, doenças cardiovasculares, alergias, depressão, aumento do colesterol entre outros.

Como são várias as causa do estresse, são necessárias várias medidas a fim de minimizar esse quadro, como por exemplo, procurar fazer atividades que proporcionem prazer como, escutar música, assistir filmes, ler, uma boa conversa, praticar atividade física, massagem relaxantes etc. É muito importante introduzir momentos de relaxamento ou que lhe proporcionem bem-estar, diariamente.

Nesse contexto, a nutrição tem um papel primordial, uma vez que muitos alimentos podem contribuir para uma modulação nos níveis de cortisol, insulina (que tem como consequência comum, um maior desejo por alimentos ricos em açúcares), diminuir o número de radicais livres e favorecimento da microbiota intestinal.

- Modulação do cortisol: incluir alimentos ricos em beta-sitosterol, como o abacate por exemplo, além da fosfatidilserina presente nos peixes além de diversas outras vitaminas e minerais.

- Controle dos radicais livres: incluir alimentos antioxidantes (oleaginosas e frutas cítricas), além dos ricos em zinco (carne vermelha e frutos do mar), cobre (frutos do mar e leguminosas, como o feijão e a lentilha) e magnésio (verduras verde-escuras).

- Moduladores de resistência à insulina: são necessários muitos nutrientes, compostos bioativos e fitoterápicos como cromo, vanádio e ômega 3.

- Recuperação da microbiota intestinal: são necessários probióticos (iogurtes, por exemplo), prebióticos (pectina, lignina e inulina) ou frutooligosacarídeos (FOS) além de outras condutas como, mastigar bem os alimentos, evitar líquidos durante as principais refeições etc.

- Diminuição dos alimentos pró-inflamatórios: ricos em açúcares e ômega 6 (gordura saturada).

Como todos já sabem, assim como os alimentos podem prejudicar muito a saúde, eles também podem ser benéficos em diversas situações. Portanto, se você apresenta alguns dos sinais e sintomas procure um nutricionista e se informe sobre quais alimentos são indicados para seu caso e quais os horários que eles poderão ser introduzidos no seu dia-a-dia.

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SÃO PAULO

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